Palmeiras e Santos empataram por 1 a 1 neste sábado, no Allianz Parque, em jogo de dois tempos diferentes. O time da Baixada dominou o primeiro tempo, etapa em que poderia ter definido o triunfo. Depois de péssimos 45 minutos iniciais, a equipe alviverde acordou na etapa final depois que Abel Ferreira consertou seus erros e criou até para virar. Rollheiser e Flaco López balançaram as redes no clássico da 14ª rodada do Brasileirão. Allan marcou o que seria o gol da virada palmeirense no acréscimo, mas o árbitro Raphael Klaus viu toque no braço de Arias e invalidou o gol.
O resultado é mau negócio para os dois. O Palmeiras, com 33 pontos, pode ver sua vantagem na ponta cair de seis para quatro pontos se Fluminense e Flamengo vencerem seus rivais – ambos jogam no domingo. E o Santos, com 15 pontos, sai provisoriamente da zona de rebaixamento, mas pode retornar ao indesejado grupo ao final da rodada.
O jogo marcou a “despedida” do Allianz Parque, que terá outro nome na segunda-feira, quando o Nubank, dono dos naming rights, vai revelar o resultado da votação aberta ao público. O clássico começou com atraso provocado pelo Santos, que não esteve em campo durante o hino nacional, e alegou ter tido “problemas durante o deslocamento” do hotel ao estádio.
A partida também foi marcante para Paulinho, camisa 10 do Palmeiras que voltou a jogar após 302 dias fora em decorrência de uma fratura por estresse na tíbia da perna direita, uma lesão incomum.
O Santos abriu a rodada na zona de rebaixamento e havia ganhado apenas um dos oito jogos anteriores, mas quem pareceu entrar pressionado foi o Palmeiras. Em casa, fez um péssimo primeiro tempo, talvez o pior na temporada.
Nada funcionou na equipe de Abel Ferreira, muito por causa justamente do treinador português, que decidiu alterar o esquema habitual e escalar Khellven, Lucas Evangelista e Maurício. Os três foram os piores em campo e provaram que a decisão do técnico foi equivocada.
Os anfitriões deixaram a impressão de que não sabiam o que tinham de fazer. Andreas Pereira, em tese escalado mais à frente dos volantes, muitas vezes surgiu como um segundo atacante. O centroavante Flaco López foi ponta e o baixinho Arias virou centroavante. Foi uma bagunça tática como pouco se viu no Palmeiras.
O Santos se valeu desses problemas do rival e fez um jogo inteligente. Aproveitou os muitos erros na saída de bola, a maioria deles com Khellven e Evangelista, balançou a rede cedo e passou a se defender.
Rollheiser marcou aos 25 minutos em sua terceira tentativa. Em chute de fora da área, acertou a bola onde nem o gigante Carlos Miguel alcançou.
Lento, o Palmeiras pressionou e, mesmo desorganizado, criou chances para empatar que Arias e Maurício desperdiçaram. Saiu para o intervalo vaiado por parte dos 40 mil palmeirenses no estádio.
O Santos seguiu à vontade nos primeiros minutos do segundo tempo e teve espaço de sobra para contra-atacar. Em dois dos contragolpes tabelou até chegar ao gol de Carlos Miguel, mas parou no goleiro palmeirense. Não castigou e foram castigados os santistas.
O Palmeiras acordou depois de Abel consertar seus erros e apostar em Allan e Sosa. Mesmo nervoso, melhorou e pressionou até empatar com Flaco López, após cruzamento de Andreas em jogada que começou com Allan na ponta direita.
Allan mudou o jogo e por alguns segundos comemorou a virada palmeirense. O meia-atacante foi usado como ala pela direita e balançou a rede no acréscimo. Foi da euforia à frustração o jovem do Palmeiras porque o árbitro viu toque no braço de Arias no lance e anulou o gol. O empate persistiu até o fim.




